Em 1996, a brasileira descendente de japoneses Raquel Hashimoto vai trabalhar em uma fábrica no Japão. Chega ao país com os primos, mas sem saber uma palavra do idioma. A empresa escolhe Silvio Pacheco como o tradutor responsável por recepcionar os recém chegados e providenciar a documentação necessária. Eles se conhecem e começam a namorar após um passeio com os amigos em uma estação de esqui em Nagano, cidade do litoral do Japão que fica entre os alpes. O relacionamento era proibido pelas regras da empresa, então Silvio é demitido. Encontra uma oportunidade de emprego em Nagano. Raquel, apesar de ainda não saber, já está grávida. Ela pede as contas da empresa e o casal se muda para a cidade onde viria a nascer os dois filhos do casal.
Personagens
Silvio Sandro Pacheco
15 de agosto de 1969
Nasceu no Brasil, em uma cidade do interior de São Paulo chamada Regente Feijó, próximo de Presidente Prudente. Como todo jovem ambicioso e determinado, ele queria conhecer o mundo e aproveitar as oportunidades que poderiam surgir. Aos 19 anos, em 1991, foi para o Japão, mesmo não sabendo falar o idioma, para buscar de novas oportunidades.
Trabalhou por algum tempo no chão de fabrica, mas o serviço rotineiro delas fez com que ele decidisse novamente se inovar. Estudou e aprendeu a falar japonês e foi ganhando o respeito dos chefes por conta do esforço, apesar de ter encarado alguns preconceitos no começo. Começou a trabalhar como tradutor para as empresas, um serviço muito comum lá no Japão conhecido como Tantosha.
Raquel Fumiko Hirata Hashimoto Pacheco
27 de maio de 1972
Nasceu em Campinas, filha de pais brasileiros e descendente de japoneses. Os avós vieram para o Brasil ao fugir da Segunda Guerra Mundial e mantiveram os costumes japoneses aqui no país. Ela conta que conversava pouco com o avô, que era muito reservado e só falava japonês. Entende o idioma, mas ainda sente dificuldade em falar e mesmo após todos esses anos ainda recorre ao marido. Raquel é uma Ninsei, nome dado para a segunda geração dos imigrantes que vieram para o Brasil. Segundo Silvio, a geração de Raquel costuma ser mais rebelde e integrar os costumes brasileiros aos valores reproduzidos pela família tradicional japonesa.
Marina Natsumi Hashimoto Pacheco (Naná)
25 de dezembro de 1997
Nasceu em Nagano, no Japão. Filha de pais brasileiros, Marina; ou Naná, como é chamada carinhosamente pelo pai, foi alfabetizada em japonês. Em casa, falava português com os pais e assim convivia com as duas línguas. Frenquentou a escola japonesa até se formar no equivalente ao Ensino Fundamental I. É irmã quatro anos mais velha do Yudi, o caçula da família que não aparece no podcast Minha Bandeira. Ele estudou em uma escola voltada para brasileiros no Japão e decidiu ficar no Brasil.



